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quarta-feira, 28 de março de 2012

Ai, ai, ai...

A Fnac em França prepara-se para vender aspiradores e máquinas de café. Depois de alguns maus resultados, a empresa vai diversificar a oferta mas promete não diminuir o espaço reservado aos livros e à cultura:
Alexandre Bompard a voulu rassurer le monde de l'édition, dans une interview accordée mi-mars à Livres Hebdo : «La place du livre n'a pas vocation à diminuer» au sein du réseau Fnac. Pour preuve, avance-t-il, les rayons livres sont pas concernés par le plan de 500 suppressions de postes annoncées récemment. Fonte: Le Figaro
Assim esperamos, mas com as notícias das livrarias que vão fechando aqui e ali, parece que o bicho-papão que era a Fnac também não está livre de perigo. É verdade que a Amazon vai de vento em popa, mas na Amazon também já se vende de tudo um pouco.

Vamos mesmo ter de nos despedir dos livros em papel?

sábado, 3 de setembro de 2011

Os melhores livros?

De acordo com a revista Time, estes são os cem livros mais influentes e mais interessantes desde 1923, na categoria de não ficção.
A selecção de alguns deve ter sido piada, mas há outros que são clássicos e absolutamente esperados neste tipo de lista.
Gosto particularmente que estes sejam mencionados. Apesar de alguns estarem datados, foram autênticos marcos no seu tempo.
  • The Story of Art by E.H. Gombrich
  • Against Interpretation, and Other Essays by Susan Sontag
  • A Room of One's Own by Virginia Woolf
  • Let Us Now Praise Famous Men by James Agee
  • The End of History and the Last Man by Francis Fukuyama
  • Orientalism by Edward Said
  • In Cold Blood by Truman Capote
  • A Brief History of Time by Stephen Hawking
  • The Feminine Mystique by Betty Friedan
As listas, como a da Time, podem ter pouco valor como referência mas se houver alguém que tenha curiosidade em ler alguns dos livros listados, a revista já ganhou o dia.
Imagem - Bianca in rosa, Amedeo Bocchi 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Esqueça o IPad e os 3D!

Recebido por email (gracias João!) É a inovação tecnológica do ano: o LIVRO!
A campanha publicitária espanhola toca em todas as teclas certas!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Leituras planeadas

Bob Englehart. Tirado daqui
Por manifesta e intolerável falta de tempo ainda não olhei sequer para uma montra natalícia. Mas este ano vou ser anti-social. Vou dar livros. Quase só livros. Porque gosto e gostava que os outros gostassem também.
Não serão estes  porque os livros são como os perfumes: não produzem os mesmos efeitos em todas as pessoas. E este ano estou a pensar em partilhar autores nacionais.
Mas estes são alguns dos internacionais que mais gostei de ler ou dos que não posso esperar para começar a ler/reler. Sem ordem específica, esta é minha lista de 2010 (mesmo se alguns apenas me vão chegar às mãos em 2011).
  • Edmond Jabès, Le Livre des Questions. Um presente de Natal que vem com recomendação e quem o recomenda sabe do que fala (obrigada Austeriana!). Talvez me ajude a reler e decifrar Paul Celan.
  •  Autobiography of Mark Twain. Apesar de já ter ouvido dizer mal do livro, faz parte dos meus planos. Infelizmente, ainda não consegui sentar-me com o conforto necessário para lhe pegar.
  • Mark Twain, Short Stories and Tall Tales (se calhar vou começar por aqui, com uma releitura de um dos textos que mais aprecio: "The Man That Corrupted Hadleyburg").
  • Julian Barnes, Metroland. Para dias mais leves, um autor que não envergonharia Flaubert. Nem o seu papagaio.
  • Seamus Heaney, Human Chain. Seamus Heaney já não escreve como soía, mas mudaram-se os tempos e voltei a ter vontade de o ler. Veremos o que nos reserva este livrinho.
  • Umberto Eco, Il Cimitero di Praga. Eco é, para mim, como um pequeno pecado. Leio-o como lia Agatha Christie: sem conseguir parar. Eco não é um escritor de policiais, mas os seus livros são igualmente viciantes. Até um livro como A Biblioteca obriga a uma leitura compulsiva.
  • Marina Warner, Fantastic Metamorphoses, Other Worlds. Uma leitura adiada. Começado infinitas vezes e infinitas vezes posto de lado por haver outras prioridades. Fala d'As Metamorfoses, de Ovídio e do Jardim das Delícias, de Hieronymus Bosch, entre outros. De que é que estou à espera? De Janeiro não passa.

domingo, 18 de julho de 2010

O Estado da Nação 2

Segundo um estudo recente da Eurosondagem (pode ser consultado aqui), os cortes orçamentais que as famílias estão a fazer distribuem-se por esta ordem:
1 - vestuário e calçado (20%)
2 - supermercado (17%)
3 - restaurantes (16,8%)
4 - telemóvel (16%)
5 - Internet e televisão por cabo (13,8%)
6 - lazer (cinema, teatro, concertos) (7,2%)
7 - livros e discos (5%)

Olhando para os números, até parece que as famílias vão optar por cortar mais no que é essencial e cortar menos no que é cultural. Mas entre o que dizem os números e aquilo que se suspeita ser a realidade vai uma diferença. É que os hábitos de leitura e de compra de livros de algumas famílias são tão residuais que, certamente, estas não podem diminuir o que já não fazem. Logo, o resultado final da sondagem fica com outro peso.
Por outro lado, cortar em livros significará, provavelmente para muitos, adiar ou evitar a compra de livros escolares.
Das poucas livrarias tradicionais que ainda subsistem, quantas sobreviverão a esta crise?
Maus tempos. O Estado da Nação continua, realmente, a não estar grande coisa.