A Wikipédia vai ter uma irmãzinha: a base de dados Wikidata.
E depois admiramo-nos por a Enciclopédia Britânica ter desistido das edições em papel.
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terça-feira, 3 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Ai, ai, ai...
A Fnac em França prepara-se para vender aspiradores e máquinas de café. Depois de alguns maus resultados, a empresa vai diversificar a oferta mas promete não diminuir o espaço reservado aos livros e à cultura:
Alexandre Bompard a voulu rassurer le monde de l'édition, dans une interview accordée mi-mars à Livres Hebdo : «La place du livre n'a pas vocation à diminuer» au sein du réseau Fnac. Pour preuve, avance-t-il, les rayons livres sont pas concernés par le plan de 500 suppressions de postes annoncées récemment. Fonte: Le Figaro
Assim esperamos, mas com as notícias das livrarias que vão fechando aqui e ali, parece que o bicho-papão que era a Fnac também não está livre de perigo. É verdade que a Amazon vai de vento em popa, mas na Amazon também já se vende de tudo um pouco.
Vamos mesmo ter de nos despedir dos livros em papel?
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Fotografia - a permanência do instante
Com o final de férias há sempre fotografias para ver e organizar. As reflexões avulsas que se seguem estão condicionadas e interligadas por este ambiente "fotográfico".
No filme (absolutamente execrável) One Hour Photo, a personagem de Robin Williams compra, numa feira, uma fotografia antiga para oferecer a si próprio uma imaginária mãe.
Há dias que procuro no computador uma fotografia tirada meses antes e que, suspeito, terá "perecido" num dos "engasgos" que o Windows volta e meia sofre.
Quando ocorrem catástrofes, para além das perdas humanas, perdem-se também memórias que os sobreviventes lamentam ter ficado por entre escombros: peças de um passado que não tem preço, nem pode ser refeito.
O digital, às vezes, assusta-me. O que fazer quando as recordações familiares são preciosamente guardadas num disco externo de 200 gigas e, ao fim de cinco anos, este tosse, suspira e expira perante o nosso olhar? Choramos no enterro da sua caixa metálica, onde parte da nossa alma ficou irremediavelmente perdida!
Vivendo numa era em que, mais do que nunca, se pode preservar o presente, esta preservação parece cada vez mais volátil.
Após aquela imagem do filme senti um saudosismo imenso pelos velhos álbuns de fotografias amarelecidas. Que vivam muitos anos e que sobrevivam à tentação de serem passados para uma caixinha cada vez mais pequena e menos fiável.
A vida e a memória não podem ser só isso.
Encontrada aqui e intitulada First Communion
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