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domingo, 30 de setembro de 2012

Le traitement du cancer coûte 117 milliards d'euros aux pays de l'UE. No Le Monde.

O Conselho de Ética por cá deve ter lido isto e pensado que era uma boa ideia recomendar poupanças nesta área. Depois, vieram dizer que não era bem assim e que houve mal-entendidos.
 
Então, entendamo-nos: custa muito dinheiro porquê? Porque os medicamentos são caros. Então, que tal um bocadinho de pressão europeia sobre a indústria farmacêutica, uma vez que o problema é geral e não um exclusivo nosso? Que tal exigir-se a essa indústria que faça mais com menos, em vez de fazer um lucro fabuloso à custa de quem luta pela vida?
 
Algum dos senhores membros do dito Conselho, se um dia se vir nessa situação, irá recusar um medicamento que lhe dê mais uns meses neste planeta, a bem do erário público?
 
Santa Paciência...
 
Imagem encontrada aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A propósito dos enfermeiros a 4 euros à hora...

Estou a pensar despedir a mulher-a-dias e contratar uma enfermeira. Pago um bocadinho mais do que a ARS e ainda ganho alguém que me limpa a casa enquanto me mede a tensão e analisa as minhas olheiras.
Agora a sério: no desenvolvimento das notícias sobre isto , custa um bocadinho a perceber que quem estudou mesmo tantos anos  (e num país com uma população cada vez mais idosa) ganhe tão pouco.

Custaria mais ao Estado contratar directamente estes enfermeiros em vez de recorrer a agências de "colocação" de pessoal? Agências que ganham percentagens sobre ordenados que, consequentemente, vão ficando mais baixos porque passam a pagar duas pessoas em vez de uma? Na era da Internet, não era mais fácil criar uma base de dados online, onde a oferta e a procura não dependessem destes intemediários?
Enfim. Se esta ideia se propaga a outras profissões (estou a pensar nos professores, nos médicos, nos polícias, etc.) lá vamos todos viver antes do subsídio de desemprego! (Parece que emigrar também já não é muito viável...)

Editado: esqueci-me que, afinal, os médicos também já estão na berlinda.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Responsabilização

Não me incomoda muito que as pessoas sejam responsabilizadas pelos seus actos, mas como os verdadeiros responsáveis pelo descalabro financeiro que ameaça a Europa vão passando incólumes por entre todos os pingos de chuva, chateia-me um pouco que sejam sempre os mais fragilizados que tenham de fazer os sacrifícios.

Doce imagem: aqui

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Inspiração!

Da próxima vez que me sentar no sofá, agradeço que passem este vídeo na televisão: se isto não me obrigar a levantar para fazer ginástica a sério, então nada mais funciona.

Acho que fiz um pino de cabeça uma vez na vida. Esta senhora com 86 anos faz-me sentir como uma autêntica múmia paralítica...
  

Até porque a fazer fé nestas imagens...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Preso por um fio (de cabelo)

Alguns estudos sugerem que as pessoas de cabelo ruivo são mais sensíveis à dor.

Já percebi porque detesto ir ao dentista. Há por aqui uma raiz ruiva que me deixa os cabelos em pé cada vez que oiço falar em agulhas ou brocas. Temos pena, mas da próxima vez exijo dose dupla de anestesia. Está cientificamente comprovado, logo, a culpa é do folículo.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

A escolha dos próximos jeans

Quando falamos de catástrofes ou de doenças horríveis, pensamos nestas como tragédias inevitáveis e na fragilidade humana perante a natureza. E, no entanto, grande parte das tragédias pessoais até são evitáveis porque são causadas pela pobreza de uns e ganância de outros. Como acontece com a exploração dos diamantes ou o fabrico dos jeans. 
Mas quando se compra um anel de noivado não se pensa no filme Diamantes de Sangue. E quando se compra uns novos jeans, não se verifica se foram feitos na Turquia ou no Bangladesh e se estão a matar lentamente quem os vai areando e inalando os pós de sílica resultantes dessa técnica mais barata.
Devíamos preocupar-nos? Devíamos, mas as nossas prioridades estão normalmente viradas para outro lado.

Imagem: Wikipedia

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O segredo para um coração feliz





Há quem ache que uma canja de galinha resolve tudo; eu prefiro estes remédios: "gargalhadas e chocolate fazem bem ao coração". Excelente estudo! Devia haver mais assim, sobretudo, quando as conclusões são estas:
 + = 
São estas coisas que alegram o dia. Estas e umas trufas ali da Godiva, enquanto me refastelo no sofá. Os ginásios são muito longe, correr cansa e o chocolate faz o mesmo efeito. Diabetes? Celulite? Não vou pensar nisso que o stress faz mal!
Bem hajam, senhores cientistas.
Imagens aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Socorro! A minha comida quer matar-me!

1º eram os ...
Depois, ameaçaram-nos com os...
A seguir disseram que a culpa é dos...
Ou seja, quanto mais inocentes e saudáveis, mais perigosos. Qualquer dia vão dizer-nos que, para bem da nossa saúde, devíamos comer:
Desde que tiremos a alface e o tomate, claro.

Apesar da situação ser complicada, o facto é que falamos de cerca de 2000 infectados e de 2 dezenas de mortos, num país de mais de 80 milhões de habitantes.  A globalização leva-nos a esta dramatização e histeria europeias, enquanto nos esquecemos dos milhões que morrem de fome para além do nosso continente.
Mas se a sensibilidade é curta, a memória também. Na Europa, pensa-se em retomar as farinhas de carne para alimentar os herbívoros bovinos, agora que a crise das vacas loucas já é uma história do século passado. E também já vão longe os tempos em que a dependência das batatas matou cerca de um milhão de Irlandeses. Por isso, vou ali comer um bifinho com batata frita e já volto.