A forma normal de fazer política é atirar chavões para o ar, do tipo, "os cortes e os sacrifícios são para todos."
Depois vão surgindo a conta-gotas as excepções e, no final, fica sempre a meia-dúzia do costume.
Quando chega a decisão final, a enfermeira do Santa-Maria tem um corte no vencimento mensal para bem do país. O comissário de bordo da TAP, o caixa da CGD, o apresentador da RTP, o empregado superior dos CTT e outros, escudados na eventual privatização das suas empresas, vão para casa com o salário por inteiro.
Gostava de pensar que há alguma justiça nisto mas, por mais que a procure, não a encontro em lado nenhum. Tenho de mudar de óculos, com certeza.
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