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sábado, 13 de agosto de 2011

Se o Boo pode ser um sucesso...

então o meu grilo falante também. 
Boo é este simpático cãozinho que tem uma página no Facebook e uma legião de seguidores. Graças à cultura do cute, que domina uma parte jeitosa da sociedade virtual, Boo também ganhou direito a um livro.
Tosquiado de forma a parecer um ursinho, este lulu da Pomerânia deve, com certeza, ser o modelo em voga nos cabeleireiros caninos. Mas acho que os pobres cãezitos não merecem isto...

O Boo:
 

 (post pré-programado para publicação em 13 de Agosto)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egipto - Revolução Facebook


Reflexão do dia:

Depois do fracasso da Revolução Twitter no Irão, temos o sucesso da Revolução Facebook no Egipto.
Mas que não haja ilusões. Esta revolução só tem sucesso porque foi levada para o meio da rua. Revoluções no sofá não resolvem nada.
O Facebook demonstrou que tem o poder dos tambores doutros tempos que, do alto das colinas, informavam e convocavam as diferentes tribos. Qualquer um podia, afinal, subir ao monte e tocar os tambores. O Facebook, ao contrário dos jornalistas e dos meios de comunicação mainstream, mostra que, também hoje, qualquer um pode iniciar um movimento e ser ouvido. A Web 2.0 e a interconectividade global devolveram o poder às pessoas e tornaram-se a verdadeira expressão da democracia. Há perigos, falhas e erros? Claro, que sim. Mas há também um 4º poder que não pode ser ignorado - as Redes Sociais começam a descobrir-se como meio de activismo e são contagiosas.
No meio de tudo isto, sobressai, por isso, o poder que, de repente, se volta a conferir à mensagem e ao seu sentido puro. As televisões inundam-nos de publicidade, distracções e de notícias seleccionadas? A população egípcia responde, escrevendo-se enquanto texto histórico em curtas mensagens e levando os jornalistas atrás de si, como ovelhinhas perdidas.
Quem não perde o brilhantismo são os vários opinion-makers da nossa praça que, a posteriori, analisam o que aconteceu. Os opinion-makers são um bocadinho como os apêndices. Não se sabe muito bem para que servem e, de vez em quando, chateiam que se fartam.

 Fonte - Fail

 Fonte - Major fail!

 Fonte - Success!

sábado, 2 de outubro de 2010

Facebook x 3

Como toda a gente mais o meu cão (que não existe) tem uma conta no Facebook, volto a expressar a minha preocupação pelo uso inconsciente que se dá às redes sociais.
Três notícias, em particular, que surgiram em cadeia esta semana:
- Nos EUA, Tyler Clementi, um jovem estudante universitário anuncia o seu suícídio no Facebook depois de o colega de quarto o ter filmado secretamente com outro jovem e partilhado ao vivo o filme na Internet. Aqui.
- Em França, um jovem, depois de ter sido multado, decidiu publicar no Facebook impropérios vários e insultar as forças policiais, tendo sido condenado a 3 meses de prisão efectiva. Aqui.
- Voltando aos EUA, já está em exibição The Social Network, o filme sobre a vida do jovem Mark Zuckerberg, criador do Facebook e, agora, multimilionário. Aqui e  aqui.


 Imagem tirada daqui

Dito isto, gostava de ver algumas figuras nacionais (políticas, que as outras pouco me interessam) serem menos discretas no Facebook. Os recadinhos e os comentários enviesados devem ser deliciosos. Umas fotografias indiscretas também não ficavam mal. Talvez assim a palhaçada ficasse mais divertida e alguns acabassem na cadeia. Se olharmos para a civilizada Islândia podemos ver como um país exige responsabilidades aos seus dirigentes políticos. Como por cá as coisas são um pouco diferentes, podíamos seguir a via americana e tentar o que foi feito com Al Capone que, apesar dos inúmeros crimes de que era suspeito, acabou condenado por fuga ao fisco.
Pessoalmente, vou apostar em inconfidências no Facebook.
Não há por aí um político indiscreto que queira partilhar umas coisitas no Facebook? Vá lá, atreva-se.