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terça-feira, 1 de março de 2011

Inércia do sono

Esta é daquelas descobertas que apenas confirmam o que o senso comum já desconfiava: segundo os investigadores, o nosso cérebro demora cerca de 5 minutos a passar do estado de sono ao estado de vigília.
Il nostro cervello, si sa, è pigro al risveglio: ci mette ben 5 minuti prima di iniziare a "carburare", al mattino o dopo il pisolino pomeridiano. Ora però alcuni ricercatori italiani sono riusciti a svelare le cause di questa débâcle. La ridotta attività elettrica di diverse aree cerebrali, spiegano gli autori su Neuroscience, causa nei primi minuti dopo il sonno una minore efficienza rispetto al momento in cui ci addormentiamo. (...) I ricercatori hanno identificato per la prima volta la base cerebrale del fenomeno definito "inerzia del sonno" e che consiste in una dissociazione tra la percezione di essere svegli (verosimilmente legata a una ripristinata attività elettrica tipica dell'individuo vigile nelle regioni cerebrali anteriori) e un rallentamento della capacità sensoriali e di integrazione, mediato dalle aree posteriori del cervello. Fonte
Já agora, posso testemunhar que, à 2ª-feira, são necessários mais do que 5 minutos para começar a carburar. É que o cérebro tem de se aperceber não só de que está acordado como também de que já não é Domingo. Ou seja, tem de acordar para a dura realidade e isso custa muito. No meu caso são, pelo menos, uns bons trinta minutos. E a contragosto. Quanto à inércia do sono, esta é, vulgarmente, conhecida como "arrastar-se da cama" para um outro sítio qualquer. O sofá é o favorito mas, inevitavelmente, acaba por ser "para o trabalho"... Fonte da imagem

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A amígdala amiga

Uma viagem pelo nosso cérebro
Sistema límbico. Fonte: Infoescola
Segundo este estudo da Universidade de Massachusetts, o tamanho da nossa amígdala (uma estrutura em forma de amêndoa no sistema límbico) revela o estado das nossas relações sociais. Amígdalas maiores encontram-se em pessoas com um maior número de relações de amizade, enquanto os "solitários" por opção têm amígdalas mais pequenas.
Falta saber o que vem primeiro, o ovo ou a galinha. Isto é, se a amígdala cresce à medida que as relações sociais se estabelecem e estagna em vidas socialmente amorfas ou se as vidas são socialmente brilhantes por causa de uma amígdala hiperdesenvolvida e absolutamente anti-sociais quando a amígdala é geneticamente mais pequena.
Se o tamanho da amígdala é estável e determina biologicamente as nossas relações sociais, é de prever o desemprego para muitos psiquiatras, psicólogos e "conselheiros" de bolso que os enchem à custa de livros e programas televisivos sobre como ser "mais social". No entanto, se as inibições sociais são consequência de um determinismo biológico, isso pode ser desesperante para muitos. A menos que a indústria farmacêutica tire da cartola um novo tipo de pílula milagrosa para animar as amígdalas subdesenvolvidas... Espera-se novidades sobre um Prozac, parte 2.
(Os cientistas não testaram as redes sociais, mas duvido que os "amigos" virtuais, que só existem no Facebook, contem!)