quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Relatividade cultural

Todas as culturas são importantes, todas têm valor, etc., etc.
Mas... há momentos particulares da História (e esses momentos podem ser muito longos) em que certas culturas e certos povos se chegam à frente e decidem ser brilhantes. Por uns milénios, e para mim, essa honra coube aos Egípcios. Da arquitectura imponente à peça decorativa mínima, esforçaram-se por tornar o espaço em que viviam um espelho do seu poder, uma forma de adoração dos seus deuses ou, simplesmente, mais agradável ao olhar.
Duas pequenas peças que me deleitam e das quais não me importava de ter umas réplicas baratas...
Esta, representando Kaitep e a sua mulher, datada de cerca de 2300 a.C. O casal, que posa para uma "fotografia" "tirada" há mais de 4 milénios, mostra o abraço da mulher e a frontalidade do marido, como se os víssemos perante os nossos olhos.
(Foto tirada este ano no British Museum, Londres).
E esta, que já não via há algum tempo, de cerca de 1850 a 1775 a.C. e que reencontrei aqui.

O colar está exposto no Met, em Nova Iorque e, olhando para o seu fecho, percebe-se a atenção ao detalhe, bem como a importância da exposição do corpo na antiga cultura egípcia. Embora já tenha ultrapassado a minha obsessão pelas representações de Hórus, continuo a manter uma admiração especial por esta peça.
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Já agora, também não me importava de ter este:

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