Todas as culturas são importantes, todas têm valor, etc., etc.
Mas... há momentos particulares da História (e esses momentos podem ser muito longos) em que certas culturas e certos povos se chegam à frente e decidem ser brilhantes. Por uns milénios, e para mim, essa honra coube aos Egípcios. Da arquitectura imponente à peça decorativa mínima, esforçaram-se por tornar o espaço em que viviam um espelho do seu poder, uma forma de adoração dos seus deuses ou, simplesmente, mais agradável ao olhar.
Duas pequenas peças que me deleitam e das quais não me importava de ter umas réplicas baratas...
Esta, representando Kaitep e a sua mulher, datada de cerca de 2300 a.C. O casal, que posa para uma "fotografia" "tirada" há mais de 4 milénios, mostra o abraço da mulher e a frontalidade do marido, como se os víssemos perante os nossos olhos.
(Foto tirada este ano no British Museum, Londres).
E esta, que já não via há algum tempo, de cerca de 1850 a 1775 a.C. e que reencontrei aqui.
O colar está exposto no Met, em Nova Iorque e, olhando para o seu fecho, percebe-se a atenção ao detalhe, bem como a importância da exposição do corpo na antiga cultura egípcia. Embora já tenha ultrapassado a minha obsessão pelas representações de Hórus, continuo a manter uma admiração especial por esta peça.
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Já agora, também não me importava de ter este:



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