segunda-feira, 14 de março de 2011

Manifestos

Não sou a favor do facilitismo e choca-me que se continue a viver acima das possibilidades mas recuso-me a seguir as linhas ideológicas de quem defende que os jovens (e não só) terão de se habituar a uma realidade bem pior do que as gerações anteriores. O futuro não se afigura fácil, mas isso não quer dizer que consideremos que a resignação ou o retrocesso às condições laborais do século XIX sejam os caminhos a seguir. É verdade que na Europa e nos EUA nos habituámos a comprar barato porque há pessoas a trabalhar em condições miseráveis na China, na Índia, em Marrocos, entre outros. Mas se esses países estão a atravessar uma espécie de Revolução Industrial tardia, a esperança é que venham a adquirir, o mais cedo possível, os direitos que por aqui temos e vamos defendendo.
Devia ser esse o caminho a trilhar e não o inverso, apesar das vontades corporativas das multinacionais, da Banca, do Ministro das Finanças ou da "Assembleia de Sábios" do outro partido, com o seu livro de orientações para o futuro.
Não há menos dinheiro; o que há é uma péssima gestão e distribuição do mesmo. O Estado deve dar, com condições satisfatórias, o que é essencial, como a Educação, a Justiça e a Saúde. Tudo o que é supérfluo, redundante ou megalómano pertence ao reino do privado. No privado, um empresário de sucesso deve ser inovador e empreendedor. Ser um empresário de sucesso às custas de ajudas do Estado e do trabalho pouco ou nada remunerado (estágios) é uma vergonha.
E é por isso que o país saiu à rua e exigiu transparência, limpeza, trabalho e honestidade. Nem mais, nem menos. E tem toda a razão.
Alguns ecos lá de fora e de cá de dentro. Fotos do Sr. A. (Obrigada)
   

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