Segundo um estudo recente da Eurosondagem (pode ser consultado aqui), os cortes orçamentais que as famílias estão a fazer distribuem-se por esta ordem:
1 - vestuário e calçado (20%)
2 - supermercado (17%)
3 - restaurantes (16,8%)
4 - telemóvel (16%)
5 - Internet e televisão por cabo (13,8%)
6 - lazer (cinema, teatro, concertos) (7,2%)
7 - livros e discos (5%)
Olhando para os números, até parece que as famílias vão optar por cortar mais no que é essencial e cortar menos no que é cultural. Mas entre o que dizem os números e aquilo que se suspeita ser a realidade vai uma diferença. É que os hábitos de leitura e de compra de livros de algumas famílias são tão residuais que, certamente, estas não podem diminuir o que já não fazem. Logo, o resultado final da sondagem fica com outro peso.
Por outro lado, cortar em livros significará, provavelmente para muitos, adiar ou evitar a compra de livros escolares.
Das poucas livrarias tradicionais que ainda subsistem, quantas sobreviverão a esta crise?
Maus tempos. O Estado da Nação continua, realmente, a não estar grande coisa.

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