E por falar em graffiti, o jornal New York Times tem um artigo recente sobre a arte dos graffiti e a sua transposição para um espaço mainstream.
Quando Andy Warhol reproduziu as latas de sopa da Campbell's e as transformou em arte (muito lucrativa), abriu a porta a que o absolutamente mundano se projectasse como aurático.
Não é surpreendente, por isso, que o Museu receba de forma natural esta pintura urbana e a "certifique" como obra de arte. Mas como a criatividade de alguma Street Art reúne, visualmente, pintura, arquitectura e paisagem a sua transposição para outro espaço fragiliza-a enquanto composição.
Quanto à questão da livre utilização do espaço público para a expressão individual fica a pergunta: as paredes dos espaços onde moramos podem tornar-se telas dos outros?
Estes três artigos do New York Times revelam a naturalidade adquirida dos grafitti na realidade urbana.
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http://www.nytimes.com/2009/06/10/arts/10iht-rcartgraff.html(Special Report: Contemporary Art - Graffiti Gains New Respect)
http://travel.nytimes.com/2008/03/09/travel/09weekend.html
(Weekend in New York Street Art - To the Trained Eye, Museum Pieces Lurk Everywhere)
http://travel.nytimes.com/2008/03/02/travel/02headsup.html
(Heads Up Berlin - One Wall Down, Thousands to Paint)
Olá, Isalti!
ResponderEliminarTenho visitado o blogue do Dalaiama, um lugar dedicado à Street Art.
Os posts publicados têm tudo a ver com este teu escrito!
O Dalaiama defende um conjunto de objectivos e de princípios que, de facto, perdem o sentido se as criações forem observadas fora do contexto!
Dá um salto até lá!
Um beijinho.