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quinta-feira, 29 de março de 2012

Nunca digas desta água não beberei

Uma missa na Praça da Revolução para ajudar a derrubar barreiras.
Há revoluções de sangue e há revoluções de veludo. Por várias razões, prefiro as segundas embora, por vezes, compreenda as primeiras.


Imagens: Público e ABC news

domingo, 27 de novembro de 2011

Stonehenge

Foi e continua a ser um local de culto. Mas os mistérios de Stonehenge vão sendo, aos poucos, revelados. As novas investigações na área sugerem que já seria um local de culto solar, cerca de 500 anos antes do que estava estimado e antes do monumento ter sido erigido. A importância do Sol também parece ter sido maior do que se pensava: detalhando os caminhos das procissões que aí decorriam e a localização de certos marcos, desvela-se um ritual que seguia os pontos altos do solstício - o nascer do Sol, o meio-dia e o pôr-do-Sol:
The ‘eureka moment’ came when the computer calculations revealed that the midway point (the noon point) on the route aligned directly with the centre of Stonehenge, which was precisely due south.
This realization that the sun hovering over the site of Stonehenge at its highest point in the year appears to have been of great importance to prehistoric people, is itself of potential significance. For it suggests that the site’s association with the veneration of the sun was perhaps even greater than previously realized. But the discovery of the Cursus pits, the discovery of the solar alignments and of the putative ‘processional’ route, reveals something else as well – something that could potentially turn the accepted chronology of the Stonehenge landscape on its head.
For decades, modern archaeology has held that Stonehenge was a relative latecomer to the area – and that the other large monument in that landscape – the Cursus – pre-dated it by up to 500 years.
However, the implication of the new evidence is that, in a sense, the story may have been the other way round, i.e. that the site of Stonehenge was sacred before the Cursus was built (...).
Unless the midday alignment is a pure coincidence (which is unlikely), it would imply that the Stonehenge site’s sacred status is at least 500 years older than previously thought (...). The Independent
Imagem: Wikipedia

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Presença / ausência

(A repor os posts "engolidos" pelo Blogger)

Segundo o Público, um jornal de ultraortodoxos em Israel removeu Hillary Clinton desta fotografia.


Como se pode ver aqui.


A propósito disto, relembro um poema de Muriel Rukeyser que sugere as visibilidades e invisibilidades da História. Ou os "apagamentos" da História escrita. O poema chama-se "Painters".

In the cave with a long-ago flare
a woman stands, her arms up. Red twig, black twig, brown twig.
A wall of leaping darkness over her.
The men are out hunting in the early light
But here in this flicker, one or two men, painting
and a woman among them.
Great living animals grow on the stone walls,
their pelts, their eyes, their sex, their hearts,
and the cave-painters touch them with life, red, brown, black,
a woman among them, painting.
Painters by Muriel Rukeyser

domingo, 24 de abril de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

Imagens que tocam


Volto a escrevê-lo. Alexandria é já ali: tão perto e tão longe.
Esta fotografia foi tirada na sequência dos atentados que vitimaram egípcios coptas à saída da Missa.

A imagem tem diversos planos e em todos se encontra o toque humano e o sentido religioso. Na arte, na expressão de Fé, no sangue das vítimas. Devoção, martírio, fanatismo são palavras que, na História humana, se têm encontrado e confundido demasiadas vezes. Seria tão simples e tão profundamente religioso se devoção, martírio e fanatismo fossem vividos na intimidade da consciência de cada um. Fonte da imagem


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Intolerâncias, ignorâncias e outras manigâncias


Deixem lá os livros sossegadinhos, está bem?


O poeta Heinrich Heine (1797-1867) escreveu um dia que, quando se começa a queimar livros, acaba-se a queimar pessoas. ( "Dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man auch am Ende Menschen.") Hitler cumpriu esta profecia e entre os livros queimados pelos seus seguidores estavam obras de Heine.
Ray Bradbury mostrou o horror de um mundo sem livros em Fahrenheit 451.

Será que este senhor Terry Jones podia começar a ler uns livros? Ou fazer um estudo comparativo entre o livro que quer queimar e o livro que guia a sua fé? É que até é capaz de encontrar alguns pontos em comum entre os dois.

E se não estiver interessado em ler… importa-se de não chatear os outros que gostam de o fazer?