Mostrar mensagens com a etiqueta Lewis Hine. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lewis Hine. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Se a ideia pega...

Imagine uma zona pobre e degradada em que as empresas que aí se instalem paguem muito menos impostos. Em que os sindicatos sejam banidos. Em que as leis laborais sejam restritas.  Em que os ordenados sejam mais baixos, sobretudo para os mais jovens já que estão a fazer "formação em contexto de trabalho."
Essa zona chama-se "enterprise zone" e é uma proposta do economista Arthur Laffer para resolver o problema do desemprego entre a comunidade afro-americana.
Este artigo chama-lhe "neo-escravatura". E a palavra está bem empregue.
A crise grega está complicada mas o que se passa pelos Estados Unidos consegue ser mais assustador. É que estamos a falar não de insolvência de um país mas do perigo de um retrocesso dos direitos civis como nunca visto.

Esta fotografia foi tirada por Lewis Hine em 1911, em Biloxi, Mississipi. Manuel, de cinco anos separa, corta e limpa camarão e ostras. 
Acho que o passado já esteve mais longe. Não o passado da sobriedade e da responsabilidade, mas o passado da absoluta escassez.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Diálogos fotográficos - 2

No início do século passado, a ascensão dos arranha-céus nova-iorquinos foi um dos focos principais da atenção dos fotógrafos. Margaret Bourke-White procurou as míticas gárgulas e fez-se fotografar, por entre estas, no alto do edifício Chrysler; Lewis Hine centrou-se nos construtores dessas infra-estruturas e deu-lhes uma dimensão mítica.  
Lewis Hine, Icarus                             Margaret Bourke-White, edifício Chrysler       
  • Presentemente, o par Robert e Shana ParkeHarrison, longe dessas míticas elevações, apresenta-nos uma fotografia que mostra a fragilidade do voo humano e a prisão da gravidade. Cuidado com as vertigens! Site