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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Grécia, século VIII a.C. ou Londres 2012?

Saudi Arabia to allow women to compete in 2012 Olympics (The Guardian).

Uma estreia. Não de um país, mas de parte da sua população que, por aquelas bandas, é mantida na invisibilidade.
Se as atletas forem espertas, assim que puserem os pés em Londres pedem logo asilo político.

Muito pode o petróleo...

sábado, 1 de outubro de 2011

Ainda um logo caminho

Nos Estados Unidos assiste-se a uma nova onda de execuções (em Setembro registam-se três nomes: Troy Davis - cuja culpabilidade suscita dúvidas, Lawrence Brewer e Manuel Valle, este último depois de mais de 30 anos em isolamento); no Irão, continua a ser irrelevante se o condenado era menor na altura do crime, sendo a forca o habitual destino; na Arábia Saudita há cidadãos de pleno direito e as cidadãs que apenas valem pela metade, sem direito ainda a voto, a guiar e a ter voz activa na sociedade; começa a banalizar-se a execução extra-judicial, com os Estados Unidos a abaterem um americano suspeito de terrorismo no Iémene (e seriam capazes de fazer o mesmo nos Estados Unidos ou na Europa?); a Palestina continua no vácuo legal, impedida de ser reconhecida internacionalmente como o Estado que é.
Ainda um longo caminho mas sempre a esperança.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A passo de caracol

As mulheres na Arábia Saudita poderão estar quase a ganhar o direito de voto. Como isto acontece apenas umas décadas depois das mulheres no cantão suíço de Appenzell Innerrhoden terem conquistado o direito a participar nos sufrágios públicos locais (1991!), após uma decisão favorável do Tribunal Federal, o mundo ainda está a avançar muito lentamente no que respeita aos direitos humanos.
Claro que poderá haver ainda alguns entraves à aplicação da lei, nomeadamente na identificação das eleitoras, mas nada que o recurso à carta de condução não resolva.
A menos que...

Mulher saudita irá ser chicoteada por desafiar a lei que proíbe as mulheres de guiar.

Ooops.

(Notícia de última hora diz que o rei saudita revogou a determinação do tribunal e a mulher será perdoada. A boa notícia é que houve bom senso; a má notícia é que a lei continua em vigor e as mulheres apanhadas a guiar terão de contar com a generosidade real ou com umas chicotadas. E, no entanto, não me consta que haja algum país a pensar boicotar a Arábia Saudita por violações dos direitos humanos, da liberdade de imprensa, etc. e etc. Pois. O país do ouro negro continua a ser intocável.)