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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Querido Pai Natal,

eu sei que ainda me faltam comprar muitas (quase todas as) prendinhas mas, se me portar bem até ao fim do dia de hoje, será que posso receber esta como prémio?
É baratinho, baratinho mas não me apetece nada sacar do cartão de crédito para fazer compras na Net...

Alexandre le Grand

sábado, 1 de outubro de 2011

Alexandre, o meu nome é Grande

Há muitos, muitos anos atrás, numa localidade chamada Gaugamela, um jovem, de nome Alexandre, derrotava Dario III, imperador da enorme Pérsia. Foi a 1 de Outubro de 331 a.C. e ficou para a História como a Batalha de Gaugamela.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alexandre Magno em Terras de Sua Majestade

Em Londres, vi o nosso país real: muito turista de cores lusas e muito empregado de hotel ou homem do lixo a falar a mesma língua. Tenho a certeza que os ingleses agradecem. Não sabem é se hão-de pedir-nos gorjeta ou dar-nos esmola...
Por outro lado, Alexandre Magno continua bem e recomenda-se no British Museum.

 Já esta exposição escapou-se-me por entre os dedos. Enfim, dias melhores virão...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A outra Grécia

Faleceu há dias Jacqueline de Romilly, para quem a Cultura Grega foi uma forma de vida. 
Como homenagem a uma historiadora e helenista que muito admiro, deixo um poema de um grego (Kaváfis) sobre os descendentes de alguém que, não sendo grego, levou essa Cultura até onde lhe foi possível (Alexandre Magno).

Konstantinos Kaváfis, "Os Reis de Alexandria" (1912)

Reuniram-se os alexandrinos
para verem os filhos de Cleópatra:
Cesarião e seus irmãos mais jovens,
Alexandre e Ptolomeu, que
por vez primeira ao Ginásio levados
reis seriam proclamados,
em parada militar brilhante.

Alexandre foi proclamado rei da Armênia, de Média e de Patia.
Ptolomeu, rei da Cecília, Síria e Fenícia.
Cesarião de pé, na frente deles,
vestido com seda cor-de-rosa,
um ramalhete de jacintos nos braços,
na cintura uma dupla fila de ametistas e safiras,
as sandálias atadas com brancas fitas,
com amarelas pétalas bordadas.
A ele coube o maior dos títulos:
proclamaram-nos Rei dos Reis.

Os Alexandrinos certamente compreenderam
que tudo aquilo eram palavras de faz-de-conta.

O dia estava quente, porém, e poético,
com céu de pálido azul.
O Ginásio de Alexandria era uma obra-prima.
As vestes dos cortesãos, esplêndidas,
Cesarião era todo charme e beleza
(filho de Cleópatra, sangue dos Lágidas).
Os alexandrinos, em multidões, ao festival acorreram
e entusiasmados saudavam em grego,
em egípcio, em hebraico alguns,
encantados com a beleza do espectáculo,
embora soubessem, naturalmente,
o que tudo aquilo valia,
eram aqueles reinos palavras vazias.

domingo, 21 de novembro de 2010

Estéticas de Guerra

Com este cartoon em mente e ainda com a cimeira da Nato presente no espírito, recordo as palavras de Roger Caillois a propósito da guerra total :
"... quando a guerra perde toda a medida, mobiliza as energias de um povo, gasta à larga os recursos de uma grande nação, quando ela viola todas as regras e todas as leis, quando deixa de se mostrar à escala ou à semelhança  de algo de humano, é então que ela surge com a auréola mais luminosa; esmagando gerações sob ruínas gigantescas, brilhando com o fulgor sombrio de um imenso braseiro, ela aparece de facto como o paroxismo medonho da vida colectiva." Roger Caillois, O Homem e o Sagrado.
Ora, Alexandre, o Grande, ainda antes dos Romanos, trouxe a componente estética para o campo de batalha, com a sua precisa distribuição das forças no terreno, captando a atenção de artistas e fascinando estrategas militares.
Nos tempos que correm, o fascínio pela investida militar continua a produzir obras de arte. No entanto, ao mostrar, esteticamente, o horror da guerra, a obra de arte corre o risco de  seduzir em vez de nos horrorizar.
Quatro exemplos desse perigoso efeito de sedução e apelo estético, na junção da imagem à música:

Apocalypse Now + "A Cavalgada das Valquírias", de Wagner
Dr. Strangelove + "We Will Meet Again", de Ross Parker e Hughie Charles
Excalibur + Carmina Burana, de Carl Orff
Excalibur +  "Morte de Siegfried", de Wagner

                                  

domingo, 5 de setembro de 2010

Alexandria é já ali - a verdade do corpo

De Alexandre, o Grande não existem retratos corporais definitivos mas existem imagens culturais permeáveis que lhe foram apostas, consoante os tempos e os costumes.
Uma das minhas favoritas é a do Roman d'Alexandre, que aparece sob a forma de canção de gesta no século XII, e que reúne e adapta um conjunto de textos de diferentes origens.
Esta é uma das iluminuras que decora uma edição mais tardia, apresentado o encontro de Alexandre com os exóticos e pequenitos (!) elefantes indianos, de grandes olhos esbugalhados, provando que um rei Macedónio que nasceu em 356 a.C. até podia passar por um rei medieval! Como Carlos Magno, por exemplo... 

              Aqui (O site tem uma bela colecção de imagens desta edição)

E estas criaturas com rostos no lugar do estômago são um bom exemplo de como é tão fácil imaginar e fabricar verdades.

O livro de Tony Blair publicado recentemente e que, ao que parece, refere o caminho para a invasão do Iraque (uma terra que Alexandre tão bem conheceu!) também deve ter algumas figuras e ideias bem fantasiosas. Mas esse não tenho vontade nenhuma de ler.