Discutível, variável, etc., etc. Mas há qualquer coisa mágica no Barcelona de Pep Guardiola. Talvez porque antes de um jogo que faz salivar os comentadores desportivos e os adeptos, Guardiola deixa as polémicas, as banalidades e os dislates para os outros e prefere dizer isto:“O importante é o dia 9 e que Merkel e Sarkozy salvem o euro. Não o clássico”, disse Guardiola, em conferência de imprensa, citado pelo site do jornal “Marca”, afirmando que o mais importante é as pessoas saírem da crise.
Também deve ser por essa magia especial que Jorge Jesus diz que a equipa que gostaria de defrontar numa hipotética (e impossível!) final da Champions era a equipa do Barcelona.
Ninguém é perfeito, eterno ou acima de tudo e de todos. Mas Guardiola é mesmo muito bom. Mesmo que perca um jogo ou uma Liga, já provou, ao longo das temporadas que tem feito à frente do Barcelona, que, tal como um Arsène Wenger ou um Alex Ferguson, é superior aos resultados que obtém e, por isso, sobrevive aos mesmos. São treinadores a quem se reconhece um valor que está para além dos troféus que têm no aparador e é isso, acima de tudo, que distingue os bons dos transitórios e mediáticos.
Nota: não sei se Alex Ferguson "sobreviverá" à eliminação do Manchester da Champions, mas sucumbir a esta derrota não chega para invalidar o mérito de estar há tantos anos à frente do clube.
Nota: não sei se Alex Ferguson "sobreviverá" à eliminação do Manchester da Champions, mas sucumbir a esta derrota não chega para invalidar o mérito de estar há tantos anos à frente do clube.
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