O quê? Nestes dois anos em que se implementou o culto da excelência dos professores no Ensino Público, os resultados dos exames nacionais das escolas públicas vieram por aí abaixo?
Como é que isto aconteceu? Será que os professores, na busca da sua excelência se esqueceram da excelência dos seus alunos? Vamos fazer uma avaliação mais profunda e ver quantos professores "excelentes" e "muito bons" há nas piores escolas do ranking?
(Mas atenção, se calhar convinha ver se foram avaliados por conseguirem manter os alunos nas escolas. É que, nalguns casos, isso pode ser um excelente trabalho mas, então, criem-se outros rankings.)
Será que ninguém previu isto? Ah, claro que sim. Mas o que é que isso interessa desde que os professores estivessem "entretidos" em fazer projectos e projectozinhos, visitas ao fim da rua e conferências sobre o valor das papas de aveia, em vez de se preocuparem com as coisas importantes na educação, como os programas desajustados e facilitistas e a falta de rigor nas avaliações internas.
O sucesso é uma coisa gira porque pode ser visto de muitos ângulos. Basta olharmos para as notas internas e as taxas de transição dos alunos, para os resultados das avaliações dos professores e para os resultados dos exames nacionais separadamente. Por isso, para quê complicar e cruzar os dados...
Sem comentários:
Enviar um comentário