domingo, 2 de outubro de 2011

As chávenas de café e os diplomas de mérito

Para o reconhecimento do mérito dos bons alunos do Secundário, um Quadro de Honra, a oferta simbólica de um livro (como em tempos de outrora) ou a atribuição de uma bolsa especial para a aquisição de material para o Ensino Superior, por exemplo, não me parece má ideia. Já a entrega de cheques porque aos bons dá-se dinheiro e porque é dinheiro que todos querem nunca me agradou. O fim da distribuição destes cheques seria uma medida que aplaudiria de pé não fosse a forma absolutamente disparatada como esta decorreu, avisando Escolas e alunos dias antes de irem receber o dito dinheirito.
Para além do mau-gosto incrível, ajuda a confirmar a impressão de que o Estado não é pessoa de bem.
Mas esta devia ser uma daquelas medidas a cancelar para o ano que vem. Em primeiro lugar, porque vem fortalecer a ideia de que só vale a pena aprender se houver recompensa visível. Ou seja, de que só vale a pena trabalhar se contar para a nota (literalmente).
Em segundo lugar (e porque há quem pense que mais uns tostões não fazem diferença), para gerir um orçamento reduzido é obrigatório cortar no supérfluo.
Podemos aprender essa lição com a Goldman Sachs: com os ganhos em baixa, os responsáveis pela empresa decidiram fazer cortes nas pausas para o café e no tamanho das chávenas. Leu bem: no tamanho das chávenas.
Quem se preocupa em gerir e fazer dinheiro, sabe que este não é elástico e que todos os tostões contam.
Eu também gostava de comer um bolinho à la Mondrian com um cappuccino frappé mas acho que as prioridades são outras.

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