quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Saudosismos inocentes

Há muitos, muitos anos atrás, havia na escola primária um armário cheio de cadernos. Era ali que os meninos e as meninas iam felizes buscar um novo quando o outro já estava todo usado. Mas não se podia aldrabar: as linhas e as páginas tinham de estar todas preenchidas, as letras não podiam ser muito grandes ou esticadas.
O caderno novo era sinal de que havia trabalho realizado e que esse trabalho tinha sido responsável. Os cadernos, vistos à distância, eram feios e todos iguais, mas todos os meninos e meninas gostavam de ir buscar um novo e tinham orgulho no trabalho feito.
(A imagem de diferentes cadernos desses tempos idos é daqui.)






(Post completamente influenciado por cenas de um consumismo inexplicável e pela completa desvalorização da matéria e do estudo face à sobrevalorização dos materiais giros).
Imagem dos tempos que correm encontrada aqui.

Sem comentários:

Enviar um comentário