domingo, 25 de setembro de 2011

Nomenclaturas

Nos Estados Unidos há nomes para tudo. O problema é que os nomes são quase sempre gerados a partir do umbigo local e têm pouca expressão fora da sua área geográfica. Caso paradigmático é a atribuição da classificação de Latino a um grupo infindo de pessoas que, para alguns, pode  incluir Argentinos e Brasileiros, Mexicanos ou Cubanos. Só a ignorância, o racismo e a estupidez seriam capazes de identificar como um grupo cultural, étnico ou linguístico único os habitantes destes quatro países. No entanto, para muitos americanos, todos aqueles que vivem a Sul da Florida e falam uma língua espanholada caem na designação de Latino. E ponto final.
Agora a nova moda são as denominações das gerações. Assim temos:
os Baby boomers (nascidos entre 1946-1964) e saídos daquele clima de vitalidade económica e crescimento populacional do pós-guerra;
Geração X (1965-1981), popularizada pelo livro de Douglas Coupland;
a Geração Y (aproximadamente 1982-1992), ou a Geração do Milénio porque atingiu a idade adulta ou começou a sair da infância a partir do ano 2000. 
O que falha nesta classificação (para além do carácter generalista) é que são as nossas experiências (históricas, culturais, sociais e pessoais) que nos moldam e dificilmente se pode esperar que as experiências dos Brasileiros, dos Alemães ou dos Americanos tenham sido similares nestes períodos de tempo.
Como sempre, no entanto, estes termos deverão conseguir entrar para os livros de História e para as análises sociais porque a História costuma ser escrita a partir dos umbigos dos mais fortes. Imagem daqui.

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