sábado, 23 de julho de 2011

Liberdade de expressão? Sim, talvez, nem sempre.

Uma nota ao post sobre a Noruega.
Este blogue é como a minha casinha. É minha (e não de um banco) e só cá entra quem eu quero. Assim, comentar não é fácil. Tem de se bater à porta, esperar que eu abra e que deixe entrar. Tenho pena que assim seja, mas há muita gente do outro lado que não conheço e não deixo a porta da rua escancarada. As pessoas simpáticas são todas bem-vindas. Comentem à vontade. Esta mensagem é para as outras.
Assim, aos dois senhores que quiseram comentar este post, agradeço que não insistam. Posso explicar-vos 30 vezes por que razão o extremismo é todo igual: político, religioso, étnico, nacionalista ou outra coisa qualquer. Todo ele deseja, em última análise, a erradicação do outro – física ou psicológica.
Eu gosto de viver no meio de pessoas que se dão bem e é-me indiferente que sejam iguais ou parecidas comigo (o que até era uma grande chatice). As pessoas extremistas, por outro lado, assustam-me.
Há certas pessoas que consideram um extremismo pior do que os outros? Desculpem lá, mas isso é apenas porque se sentem bem ao pé dos outros extremistas. Agora ponham-se no papel dos ódios de estimação dos vossos amigos. Se calhar passavam a achar que o extremismo dos vossos amigos também era muito mau. Ou então não pensavam nada disso porque nunca serão iguais a esses outros – na cor da pele, na religião, na opção política, na nacionalidade... Que bom para vocês. Ah, mas aqui não entram.
É bom ter a chave da nossa casinha e é bom poder fechar a porta ou fingir que não estamos quando nos apetece. Chama-se a isto liberdade. A minha liberdade impede a vossa liberdade de escreverem o que querem, onde querem? Azar. Temos pena e etc. Um bom dia e com licença. 
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