domingo, 31 de julho de 2011

Justiça?

Uma Iraniana, cega e com a cara desfigurada pelo ácido que um monstro lhe atirou, foi capaz de lhe perdoar no último minuto, evitando que este fosse judicialmente queimado e cegado. Apesar de a lei iraniana prescrever o princípio da aplicação de penas equivalentes ao crime, também permite que a vítima ou os seus representantes tenham uma palavra no que diz respeito ao perdão da execução.
Já nos Estados Unidos, há umas semanas atrás, foi executado um monstro que, depois do 11 de Setembro, tinha decidido matar os árabes que lhe aparecessem pela frente. Por acaso enganou-se e as duas vítimas mortais e Rais Bhuiyan, um muçulmano que sobreviveu, eram, respectivamente, indianos, paquistaneses e do Bangladesh.
Apesar de ter perdido uma vista, o Sr. Bhuiyan bateu-se, até ao último momento, para que a pena de morte não fosse aplicada porque um crime não limpa outro crime.
Ao contrário do sistema legal iraniano, todavia, no sistema americano a palavra das vítimas ou dos seus representantes não tem muito peso quando se trata de perdoar.
Isto foi só para me lembrar de que há gente horrível e sociedades bárbaras e sem piedade. Mas que também há gente muito boa.

Sem comentários:

Enviar um comentário