Se o futuro gera dúvidas, o presente apenas confirma o que se sabe sobre a Realpolitik: não interessa como é que se governa um país, desde que se possa fazer um negócio vantajoso.
É por isso que um dos regimes mais intransigentes, intolerantes e perigosos está sossegadinho (ou já não tanto) no seu reino das arábias. Enquanto a casa Saud continuar a portar-se bem nos negócios, o que fazem às mulheres, às minorias religiosas, aos emigrantes e às vozes contestatárias é absolutamente irrelevante. Negócio é negócio e conhaque é conhaque.
Assim, não espanta a miríade de fotos disponíveis na Net em que o coronel líbio (que, a esta hora, ainda está no poder em Tripoli) aparece acompanhado de figuras da política. Umas com peso real, como Obama, outras que desgovernam um pequeno país e andam pelo mundo fora a vender Magalhães.


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