sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egipto - Revolução Facebook


Reflexão do dia:

Depois do fracasso da Revolução Twitter no Irão, temos o sucesso da Revolução Facebook no Egipto.
Mas que não haja ilusões. Esta revolução só tem sucesso porque foi levada para o meio da rua. Revoluções no sofá não resolvem nada.
O Facebook demonstrou que tem o poder dos tambores doutros tempos que, do alto das colinas, informavam e convocavam as diferentes tribos. Qualquer um podia, afinal, subir ao monte e tocar os tambores. O Facebook, ao contrário dos jornalistas e dos meios de comunicação mainstream, mostra que, também hoje, qualquer um pode iniciar um movimento e ser ouvido. A Web 2.0 e a interconectividade global devolveram o poder às pessoas e tornaram-se a verdadeira expressão da democracia. Há perigos, falhas e erros? Claro, que sim. Mas há também um 4º poder que não pode ser ignorado - as Redes Sociais começam a descobrir-se como meio de activismo e são contagiosas.
No meio de tudo isto, sobressai, por isso, o poder que, de repente, se volta a conferir à mensagem e ao seu sentido puro. As televisões inundam-nos de publicidade, distracções e de notícias seleccionadas? A população egípcia responde, escrevendo-se enquanto texto histórico em curtas mensagens e levando os jornalistas atrás de si, como ovelhinhas perdidas.
Quem não perde o brilhantismo são os vários opinion-makers da nossa praça que, a posteriori, analisam o que aconteceu. Os opinion-makers são um bocadinho como os apêndices. Não se sabe muito bem para que servem e, de vez em quando, chateiam que se fartam.

 Fonte - Fail

 Fonte - Major fail!

 Fonte - Success!

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