Na sequência das notícias sobre os reformados no activo que optam pela pensão do Estado em vez do ordenado do mesmo, só me apetece perguntar como é que fica, nesta conjuntura, a crise da Segurança Social ou o problema do desemprego. Por um lado, ao que parece, a Segurança Social está bem e recomenda-se, uma vez que até paga mais a um reformado do Estado do que ao Presidente da República no activo.
Gostava de saber se aqueles que defendem um sistema que permite reformas estatais superiores a 3 ou 4 mil euros líquidos / mês e a licitude (fiscal e moral) de se poder escolher o vencimento superior (neste caso a reforma) quando se é um reformado-trabalhador (como o nosso presidente) são os mesmos que defendem que a idade da reforma deve ser aumentada para o sector privado e, sobretudo, para o sector público. Se o argumento é de que a Segurança Social está em crise, recomendo a releitura do primeiro parágrafo. Aparentemente, a Segurança Social está cheia de dinheiro. Pelo menos para pagar este tipo de reformas nos próximos anos. Daqui a uns dez, a história até pode ser diferente, mas por enquanto é aproveitar enquanto há.
Este é o mesmo princípio aplicado pelos ex-administradores da Taguspark nos aumentos do ano passado.
Sem comentários:
Enviar um comentário