segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A liberdade ao alcance dos dedos

Mais um artigo apelando à defesa da liberdade na Internet, com os olhos postos no Irão, na Tunísia ou no Egipto. Mais um artigo comparando a dualidade de alguns governantes ocidentais que elogiam o uso, que tem sido feito pelos manifestantes, das redes sociais e da Web 2.0 e criticam a sua censura ou corte enquanto que, simultaneamente, tentam silenciar o site Wikileaks ou outras manifestações semelhantes de uso livre da Internet.
Destaco do artigo esta observação:
My friend Mark wrote a great Facebook note about this today. He says the internet has replaced violence and guns as the true nexus of power. Mark believes guns belong to yesterday (the army, the police, the dictator) and the internet belongs to tomorrow (transparency, the citizens, democracy). He says the right to the internet should be the true Second Amendment right.

2010-2011 começa a tornar-se o biénio em que urge reanalisarmos as nossas percepções do que é legítimo e ilegítimo na Internet e do que deve ou não deve ser regulamentado. Acima de tudo porque, como tem sido possível observar, esta tornou-se um dos instrumentos mais eficazes para a democratização da sociedade, reduzindo as diferenças sociais, geográficas e materiais no acesso à cultura ou considerações de diferenças raciais ou de género.


Mais duas notas:
- a presença feminina nestas manifestações ajuda a afastar alguns receios de fundamentalismo religioso.
- apesar de algumas pilhagens no Museu do Cairo e noutros locais arqueológicos, quer o exército, quer grupos de cidadãos voluntários estão a tentar proteger este património único e insubstituível. No seu site, editado a partir de Londres, o responsável máximo pelo património arqueológico egípcio, Dr. Zahi Hawass, dá conta do evoluir da situação. Pode ler o texto aqui.

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