Trabalhadas a partir de sujeitos reais, pintadas e digitalizadas, as fotografias de Loretta Lux reportam-nos para diferentes universos culturais e imagísticos: as cores pastel dos postais ilustrados de outrora, as crianças dos quadros de Velázquez (que Loretta menciona como influência), os desenhos originais de Alice no País das Maravilhas.
Trabalhadas a partir de sujeitos reais, pintadas e digitalizadas, as fotografias de Loretta Lux reportam-nos para diferentes universos culturais e imagísticos: as cores pastel dos postais ilustrados de outrora, as crianças dos quadros de Velázquez (que Loretta menciona como influência), os desenhos originais de Alice no País das Maravilhas.
Descobri hoje a razão do simultâneo apego e desapego por estas fotografias. Não sei se Loretta Lux viu o filme Die Blechtrommel (O Tambor), mas estes rostos e a sua falta de expressão lembram-me, de forma automática e inconsciente, o perturbante protagonista do filme. Como diriam os ingleses, the resemblance is uncanny. Uncanny. Uma palavra que se traduz em alemão por unheimlich. O tal estranhamento freudiano que aterroriza sem saber porquê e que parte do que nos é familiar.
Não consigo imaginar estes quadros de Loretta Lux nas paredes brancas da minha casa, mas pressinto que o próximo tema de Loretta - que afirma que a série sobre a infância está concluída - irá ser igualmente surpreendente.
Loretta Lux, Self-portrait, 2007. Fujiflex Print
Referências: Página de Loretta Lux;
Entrevista com Loretta Lux;
Loretta Lux, na Amazon.
Fonte das fotografias:






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