quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A amígdala amiga

Uma viagem pelo nosso cérebro
Sistema límbico. Fonte: Infoescola
Segundo este estudo da Universidade de Massachusetts, o tamanho da nossa amígdala (uma estrutura em forma de amêndoa no sistema límbico) revela o estado das nossas relações sociais. Amígdalas maiores encontram-se em pessoas com um maior número de relações de amizade, enquanto os "solitários" por opção têm amígdalas mais pequenas.
Falta saber o que vem primeiro, o ovo ou a galinha. Isto é, se a amígdala cresce à medida que as relações sociais se estabelecem e estagna em vidas socialmente amorfas ou se as vidas são socialmente brilhantes por causa de uma amígdala hiperdesenvolvida e absolutamente anti-sociais quando a amígdala é geneticamente mais pequena.
Se o tamanho da amígdala é estável e determina biologicamente as nossas relações sociais, é de prever o desemprego para muitos psiquiatras, psicólogos e "conselheiros" de bolso que os enchem à custa de livros e programas televisivos sobre como ser "mais social". No entanto, se as inibições sociais são consequência de um determinismo biológico, isso pode ser desesperante para muitos. A menos que a indústria farmacêutica tire da cartola um novo tipo de pílula milagrosa para animar as amígdalas subdesenvolvidas... Espera-se novidades sobre um Prozac, parte 2.
(Os cientistas não testaram as redes sociais, mas duvido que os "amigos" virtuais, que só existem no Facebook, contem!)

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