Deixem lá os livros sossegadinhos, está bem?
O poeta Heinrich Heine (1797-1867) escreveu um dia que, quando se começa a queimar livros, acaba-se a queimar pessoas. ( "Dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man auch am Ende Menschen.") Hitler cumpriu esta profecia e entre os livros queimados pelos seus seguidores estavam obras de Heine.
Ray Bradbury mostrou o horror de um mundo sem livros em Fahrenheit 451.
Será que este senhor Terry Jones podia começar a ler uns livros? Ou fazer um estudo comparativo entre o livro que quer queimar e o livro que guia a sua fé? É que até é capaz de encontrar alguns pontos em comum entre os dois.
E se não estiver interessado em ler… importa-se de não chatear os outros que gostam de o fazer?

As manifestações de fanatismo, nas suas mais variadas formas, sempre me surpreenderam e assustaram. Cheiram muito a estupidez primária. Fico sempre com a sensação de que as lições da História não foram aprendidas e, em consequência, estamos condenados a repetir sempre os mesmos erros. Até livros tais como o Mein Kampf, por exemplo, nunca deverão ser alguma vez queimados. Nunca. Isto… se quisermos compreender alguns dos maiores horrores do século vinte.
ResponderEliminarPoderíamos sugerir a este senhor que lê-se o livro em questão que pretende queimar. Talvez fica-se surpreendido ao verificar que Maria é o nome feminino que surge com mais frequência. Verificaria também que iria queimar afirmações e ensinamentos de alguém chamado (por nós ocidentais) de… Jesus.
Mas não. Não vamos sugerir isso. Não para já. A melhor leitura para este senhor seria, porventura, a Bíblia. Aparentemente, os ensinamentos de Jesus Cristo de tolerância e compaixão ainda não foram compreendidos...
Todos nós temos a possibilidade de aprender com os nossos erros e, com alguma clarividência e lucidez, tornarmo-nos um pouco melhores. Até as crianças que brincam com o fogo…
Bem-vindo a este cantinho. ;)
ResponderEliminarPlenamente de acordo. Mas graças a esta mediatização toda, o senhor Terry Jones conseguiu bem mais do que 15 minutos de fama para a sua pequenita congregação.